Proponho hoje à reflexão um conceito me parece de suma importância nos nossos tempos: o idadismo.
Começando pela definição, o idadismo é, segundo Fonseca (2006)[1], o “estereótipo, preconceito ou discriminação baseados na idade”.
Num país cada vez mais envelhecido, é crucial termos consciência do modo como vemos os idosos, uma vez que isso pode ganhar grande peso na qualidade de vida, ou falta dela, das gerações que nos ajudaram a nascer, crescer e ter o mundo como o conhecemos.
Como diria Cavanaugh (citado por Fonseca, 2006)1 “uma das causas mais graves associadas ao idadismo consiste no facto dele suscitar uma atitude negativa que afecta o comportamento dos mais novos em relação aos mais velhos e que pode fazer, inclusive, com que os próprios idosos olhem para si mesmos de acordo com uma imagem socialmente conforme às expectativas generalizadas, isto é, incompetentes e incapazes”.
E este conceito está, do meu ponto de vista, de tal forma enraizado na nossa sociedade que por um lado se teme envelhecer e se tenta não parecer velho (para não se tornar incompetente e incapaz aos olhos dos outros), e por outro se tratam os idosos como crianças e como apenas dignos de papéis sociais de menor relevo.
Mas, se olharmos para as pessoas idosas (sem doença) que conhecemos, e observarmos não menosprezando, vemos pessoas capazes, com tempo disponível para si e para se dedicarem a tarefas nobres, mas muitas vezes impossibilitadas de participar nas mais variadas tarefas porque “não é para a sua idade”, “já não é tão capaz”…
Não me vou deter muito mais com este assunto, porque o que queria passar era a reflexão e a consciência da discriminação. Isto porque às vezes o que não fazemos por mal, magoa os outros, e todos irremediavelmente, numa situação ou outra e mesmo sem qualquer tipo de intenção acabamos por discriminar o velho, o novo, o doente…
Cátia
[1] Fonseca, A.M. (2006). A Noção de idade e o idadismo. In O Envelhecimento: Abordagem Psicológica (pp. 22-33; 2ª Ed.). Lisboa: Universidade Católica Portuguesa.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
domingo, 23 de dezembro de 2007
Natal
Nesta época de festividades, em que nos lembramos das pessoas que gostamos e estamos mais abertos à partilha, votos de um feliz natal para todos e o desejo que o espírito natalicio insista em perdurar ao longo do ano.
Cátia
Cátia
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Dia Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Económico e Social
Apercebi-me hoje, consultando o site www.unesco.pt que dia 5 de Dezembro é o Dia Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Económico e Social.
Não sabia deste dia que considero muito pertinente, entre muitas outras coisas por encarar os voluntários como tendo um papel activo no desenvolvimento da sociedade no seu geral.
De facto, o voluntariado, enquanto forma de ocupar algumas horas semanais partilhando saber-fazer em prol de uma causa, parece-me muito saudável não só pelos benefícios que traz a algumas pessoas em particular ou a comunidades no geral, mas também pelo bem-estar e aprendizagem que proporciona a quem se entrega ao voluntariado sem querer nada de material em troca e oferece os seus préstimos também para sentir o seu tempo bem empregue.
Sem tirar o mérito a todas as outras formas de voluntariado que muito valorizo, gostaria de salientar o Banco do Tempo, por recuperar uma capacidade às vezes esquecida das pessoas se ajudarem umas às outras, em igual forma, com o que cada um tem para dar e o que cada um precisa de receber. O Banco do Tempo parte de um conceito muito interessante, onde quem recebe não fica com o possível sentimento de desvalorização das suas capacidades nem menospreza o que em si tem, porque de facto tem algo para dar.
Para os interessados pelo Banco do Tempo e/ou Voluntariado aqui estão alguns sites de entre muitos sobre o tema:
http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvArtigo.asp?art=3256&rev=2&tit=&cat=417
http://www.voluntariadojovem.pt/
http://www.bolsadovoluntariado.pt/
Não sabia deste dia que considero muito pertinente, entre muitas outras coisas por encarar os voluntários como tendo um papel activo no desenvolvimento da sociedade no seu geral.
De facto, o voluntariado, enquanto forma de ocupar algumas horas semanais partilhando saber-fazer em prol de uma causa, parece-me muito saudável não só pelos benefícios que traz a algumas pessoas em particular ou a comunidades no geral, mas também pelo bem-estar e aprendizagem que proporciona a quem se entrega ao voluntariado sem querer nada de material em troca e oferece os seus préstimos também para sentir o seu tempo bem empregue.
Sem tirar o mérito a todas as outras formas de voluntariado que muito valorizo, gostaria de salientar o Banco do Tempo, por recuperar uma capacidade às vezes esquecida das pessoas se ajudarem umas às outras, em igual forma, com o que cada um tem para dar e o que cada um precisa de receber. O Banco do Tempo parte de um conceito muito interessante, onde quem recebe não fica com o possível sentimento de desvalorização das suas capacidades nem menospreza o que em si tem, porque de facto tem algo para dar.
Para os interessados pelo Banco do Tempo e/ou Voluntariado aqui estão alguns sites de entre muitos sobre o tema:
http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvArtigo.asp?art=3256&rev=2&tit=&cat=417
http://www.voluntariadojovem.pt/
http://www.bolsadovoluntariado.pt/
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Os meus serviços
O acompanhamento individual de Psicologia destina-se a jovens, adultos e idosos que pretendam desenvolver competências ou resolver problemáticas específicas.
Pretende ir ao encontro das necessidades e especificidades de cada indivíduo e tem como missão potenciar o desenvolvimento e auto-conhecimento necessários ao bem-estar pessoal, através de um espaço de escuta activa, compreensão e profissionalismo.
São também prestados serviços em organizações, através da concepção, desenvolvimento e aplicação de projectos mediante propostas apresentadas pelas mesmas (actividades de dinâmica de grupos, intervenção em temáticas particulares…).
Cátia
Pretende ir ao encontro das necessidades e especificidades de cada indivíduo e tem como missão potenciar o desenvolvimento e auto-conhecimento necessários ao bem-estar pessoal, através de um espaço de escuta activa, compreensão e profissionalismo.
São também prestados serviços em organizações, através da concepção, desenvolvimento e aplicação de projectos mediante propostas apresentadas pelas mesmas (actividades de dinâmica de grupos, intervenção em temáticas particulares…).
Cátia
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
O porquê do blog
O sincronias nasce com o intuito de se tornar, mais do que um espaço de divulgação de serviços, um lugar de reflexão de e com Psicologia.
Assim, através do mote do acompanhamento psicológico, pretendo partir para a partilha de pensamentos, opiniões, informações, empatias…
Quero ainda aproveitar para saudar todos os que visitem o blog, convidando a que comentem e se manifestem.
Cátia
Assim, através do mote do acompanhamento psicológico, pretendo partir para a partilha de pensamentos, opiniões, informações, empatias…
Quero ainda aproveitar para saudar todos os que visitem o blog, convidando a que comentem e se manifestem.
Cátia
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